smart Cotidiano

Compactos: quando menos é mais.

Bom pessoal, em primeiro lugar gostaria de agradecer a todos que contribuíram (e você que ainda vai contribuir) dando ideias para nossa pequena série “A nova cara do trânsito”. Vamos então começar a discutir o que estamos vendo nas ruas hoje em dia?

O papo de hoje é sobre os compactos. Não estou falando só dos compactos populares, afinal eles são a regra nesse nosso brasil desde… desde… desde quase sempre! E continuam sendo sucessos de vendas, representando o maior e mais disputado segmento do mercado brasileiro.

No entanto, cada vez mais, os motoristas estão dispostos a pagar caro por “carrinhos”.  Hoje, muitas marcas contam com seus pequenos notáveis, que muitas vezes ultrapassam os R$100.000. Mas porque tantas pessoas têm pagado caro por tão pouco? A resposta é simples: porque, muitas vezes, menos é mais.

Vamos começar pelo óbvio: o tamanho. Hoje em dia, achar vagas nas ruas têm sido um desafio inglório. O tempo que perdemos procurando uma vaga e estacionando muitas vezes faz a gente entregar a toalha e pagar por um estacionamento. Mas às vezes, nem isso é possível. Além disso, a disputa pelo espaço tem gerado um esforço imenso para colocar um bom número de carros nas garagens dos prédios. E isso resulta em vagas praticamente impossíveis, que demandam perícia, paciência e tempo dos motoristas. As vagas não vão ficar maiores, nem mais fáceis. Por isso, a solução passa a ser encolher o carro.

Foto Legenda: Não é difícil estacionar o Smart Fortwo de apenas 2,70m de cumprimento. 

Essa agilidade não se restringe às manobras. Um carro compacto se torna bem mais agradável de se dirigir nas cidades. Aqui chegamos a outro ponto: o prazer de dirigir.  Carros pequenos, são mais leves, o que os torna ágeis nas arrancadas, velozes e ao mesmo tempo, econômicos.  O tamanho e o peso reduzidos costumam resultar em uma ótima estabilidade e em um potencial para fazer curvas com facilidade e prazer inigualáveis.

Essas características eram o ponto alto do primeiro Mini Cooper (abaixo á direita) que levaram o simpático carrinho a bater Ferraris, Porsches e tantos outros concorrentes de peso por duas vezes consecutivas no rally de Monte Carlo, em 1967 e 1968. O modelo atual mantém a estabilidade e controle sublimes, ainda que seja muito maior que o original.

Outro fator importante para a sofisticação dos compactos: cada vez mais, as pessoas não precisam de um carro grande. Hoje as pessoas se casam mais tarde, têm menos filhos e muitos nem os têm. Isso sem contar o enorme contingente de solteiros que simplesmente não precisam de espaço. Vamos falar sério? A maioria de nós dirige quase 100% do tempo sozinho…

Os compactos adotam muito bem um visual arrojado. Quem gosta do visual retrô se derrete pelo Fiat 500 e pelo Mini Cooper. Os mais contemporâneos preferem o Smart ou o Kia Picanto. Cores fortes costumam cair bem também. Qualquer que seja a inspiração para o design, uma coisa é fato: você nunca vai passar desapercebido! E esse apelo visual faz a cabeça de muita gente. Mesmo que essa safra de compactos não faça sua cabeça, é impossível ficar indiferente a estes modelos que dão uma pitada de irreverência, atitude e arte ao nosso trânsito tão cinza e sem graça.