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Entrando de carro na Venezuela. Fronteira e primeiro desafio!

Era chegado o dia de cruzarmos nossa primeira fronteira! Estávamos ansiosos feito crianças em uma primeira viagem. Pois, apesar de convivermos juntos há mais de 6 anos e termos feitos diversas viagens, inclusive algumas fora do Brasil, era a primeira vez que os 5 juntos entrariam em um país estrangeiro. E o mais importante: com a Tanajura!

Nossa última noite no Brasil foi em Boa Vista-RR. Para economizar planejávamos que essa noite fosse de graça! Para tanto, era só armarmos nossas barracas automotivas ao lado dos caminhoneiros dentro de um grande posto de gasolina na saída de Boa Vista. Estávamos ansiosos por um sono justo após as mais de 10 horas de viagem desde Manaus! Ledo engano. Assim que começamos a abrir as barracas ouvimos as primeiras notas estridentes de “deliciosas canções”, nada românticas, que ecoavam do porta-malas de dois indivíduos que haviam escolhido JUSTAMENTE aquele posto, para tomarem suas cervejas. Não tínhamos mais opção. Guardamos as barracas e formos dormir num hotel ali na beira da estrada.

Saímos logo cedo e por volta das 11 horas chegávamos à cidade de Pacaraima, última cidade antes da fronteira com a Venezuela. Passamos pelo posto da Polícia Federal na beira da estrada para darmos saída do Brasil em nossos passaportes e seguimos alguns metros até a alfândega Venezuelana. Ali, tínhamos 3 tarefas a cumprir: 1) comprarmos o seguro obrigatório do veículo em uma lojinha há 150 metros já do lado Venezuelano; 2) carimbarmos nossos passaportes para dar entrada no país; 3) darmos entrada nos vários documentos da Tanajura. Fácil, né? Só teríamos que nos dividir para conseguirmos fazer tudo o mais rápido possível. Novo engano!

Os documentos que deveríamos apresentar eram cópias e os originais de: 1) Passaporte do proprietário do veículo, 2) documentos do veículo, 3) Carteira de motorista (a CNH brasileira mesmo), 4) seguro obrigatório do veículo (que iríamos adquirir ali na fronteira) e 5) uma declaração conhecida como “nada consta”. Era nesse último que residia o problema. A declaração que tínhamos conosco era uma versão impressa do site do DETRAN – válida no Brasil – mas que não foi aceita pela senhorita na fronteira. Ela queria uma versão carimbada. Mas aquele dia era um sábado e o CIRETRAN de Pacaraima estava fechado. Estávamos frustrados, teríamos que esperar até segunda-feira para cruzar a fronteira! Fomos almoçar ali próximo, pois era 12h30 e já estávamos famintos. Foi então que, ali no restaurante, a nossa sorte mudou! Acontece que na mesa ao nosso lado estavam os policiais federais brasileiros que anteriormente haviam nos atendido. Explicamos o ocorrido e eles gentilmente prepararam um documento, carimbado por eles, garantindo que nada constava de irregular com nosso veículo. Esperamos a alfândega Venezuelana reabrir – após pausa de 1h30 para almoço – e apresentamos o “novo” documento. Deu certo! Estava tudo certo para seguirmos! Era só percorrer alguns metros e listo, após cerca de 3h de burocracias finalmente cruzamos nossa primeira fronteira!

Nos vemos no próximo post!