Sem sacolinhas...E agora!? Dicas

Sem sacolinhas.. e agora!?

Olá pessoal! Desde o último dia 25, passou a vigorar, no estado de São Paulo, uma lei que proíbe os supermercados fornecer sacolinhas plásticas gratuitamente para o consumidor. A lei está gerando muita polêmica no estado, por isso vou falar de como foi minha primeira semana de compras sem sacolinhas.

A lei foi concebida para reduzir o impacto ambiental causado pelas sacolinhas, que levam centenas de anos para se decompor, contribuem para inundações e aumentam o volume do lixo. Além disso, você descarta uma quantidade maior de plástico usando sacolinhas ao invés de usar um saco de lixo de 30 litros. Estes são os argumentos principais que motivaram a lei.

Por outro lado, o consumidor afirma que as sacolinhas são um direito adquirido, e são necessárias para levar as compras para a casa ou para o carro. Outro argumento é que a indústria de sacolinhas irá praticamente desaparecer, levando consigo empregos e renda. Por fim, os consumidores alegam que o principal beneficiado é o supermercado, que não terá que fornecer as sacolinhas.

Eu confesso que estava dividido neste debate. Até que, semana passada, as sacolinhas acabaram. Em primeiro lugar, elas não sumiram por completo, você pode comprar sacolas maiores e muito mais resistentes por 20 ou 30 centavos por unidade, em média. Ou seja, ficar com as compras na mão, você não vai.

Enquanto a lei não entrava em vigor, fui me preparando. Comprei duas sacolas retornáveis (apenas R$2,00 cada) e coloquei em uso outras duas que havia ganhado como brindes. Deixei duas no meu carro, e duas no carro da minha esposa. Bom, hora da verdade…

Em primeiro lugar: não precisei embalar a compra com as sacolinhas o que foi muito prático. Bastou recolocar as compras no carrinho para ir até o estacionamento, um belo ganho de tempo! No mercado pude ver muita gente com carrinhos de feira e sacolas trazidas de casa. Parece que ninguém foi pego desprevenido.  Já no carro, deixamos os grandes volumes (como garrafas de refrigerante) fora das sacolas, para serem carregados “na mão”. As duas sacolas retornáveis receberam quase todos os outros itens da minha compra típica. É surpreendente a quantidade de coisas e peso que elas suportam. Resultado: ao chegar em casa, apenas uma viagem (eu e minha esposa) foi suficiente para subir com as compras. Com as sacolinhas, eram duas viagens, no mínimo.

Outra alternativa legal eu aprendi com meu sogro, dono de picapes há décadas. Ele sempre deixa uma caixa, daquelas de plástico, na caçamba da camionete. Coloque as compras dentro da caixa e carregue tranquilamente, sem medo de nada cair, rasgar, vazar, bater… acho realmente muito prático, vou procurar uma caixa dessas! Muitos supermercados estão deixando caixas de papelão para os clientes. Faça essa experiência!

Por fim, o lixo, a parte onde a lei deveria fazer efeito. Por hábito, eu nem comprava sacos de lixo. Admito, usava só as sacolinhas. Na última compra, comprei, pela primeira vez em muitos anos, sacos de lixo. E tinha me esquecido de como são mais práticos, resistentes, maiores e se encaixam melhor na minha lixeira.

Na minha primeira compra sem as sacolinhas, não senti saudade nenhuma delas. Pelo contrário, percebi como, em muitos casos, menos é mais!