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Causos e histórias dos primeiros automóveis do Brasil

A primeira vez a gente nunca esquece e não poderia ser diferente quando o Brasil descobriu o que era o ronco de um motor de carro.

Já faz tempo, cerca de 120 anos, mas os automóveis multiplicaram-se em garagens por todo o país e também no coração dos brasileiros.

Assim como vários trechos da história do Brasil, os primeiros carros no país foram motivo de casos curiosos e engraçados. Separamos alguns deles:

Pai da aviação e do carro?
Sabe quem trouxe ao país o primeiro automóvel com motor a explosão (diferente dos carros a vapor)? Santos Dumont. Era um Peugeot comprado na França em 1891. Dizem que ele comprou a caranga não para andar, mas para estudar seu motor e mecânica.

O primeiro carro carioca
Em 1900, surgiu nas ruas do Rio de Janeiro o Decauville. O carro era bem peculiar. Tinha motor de dois cilindros, seis cavalos e, em vez de volante, um guidão igual ao de uma bicicleta. Com a dificuldade em encontrar gasolina no Brasil, o carro era movido a benzina -  vendida em farmácias.

O primeiro imposto
Não demorou muito para surgir a primeira taxa para carros. Em 1900, a prefeitura de São Paulo já instituía um imposto para quem queria andar motorizado por aqui. E não demorou até alguém reclamar. Henrique Santos Dumont, irmão de Alberto, pediu isenção da taxa alegando o mau estado de conservação das ruas. Conhece esse filme?

“O que acontece se eu apertar aqui?”
Os primeiros veículos do país causavam enorme curiosidade na população. Cercar o automóvel, fuçar detalhes e admirar como se fosse uma Ferrari era obrigatório naquela época. O engraçado é que não apenas as pessoas na rua faziam isso. Os próprios donos dos carros não sabiam direito como conduzir e mexiam em pedais e botões para descobrir. Não demorou muito até motoristas estrangeiros serem contratados para dirigir os veículos.

Limites de velocidade
No início do século 20 ainda não existiam os radares de velocidade, mas os governantes já queriam ditar a velocidade dos novíssimos carros que surgiam nas ruas. Em 1903, quando a cidade de São Paulo tinha apenas seis veículos, o prefeito instituiu que, em ruas com “acumulação de pessoas” a velocidade máxima seria de um homem caminhando. Já, em outras vias, nunca poderia passar de 30km/h. Esse limite tinha um porquê. Na época, muitos mitos giravam em torno do carro no mundo inteiro. Em Paris, a Organização Mundial de Medicina advertia que a velocidade acima de 40 Km/h ocasionava morte instantânea.

Nesses 120 anos de história do carro no Brasil, muita coisa mudou. Mas é inegável que algumas características continuam iguais, como as reclamações sobre as ruas esburacadas, o custo do combustível e o excesso de impostos. Só para constar: hoje 68,5 milhões de veículos estão registrados no país. Meio difícil imaginar como vivíamos sem eles no passado, não?