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Uma viagem pelo Brasil sem sair do sofá

Se você não pensa em viajar para nenhum lugar hoje com seu carro, nossa sugestão de viagem para você é com pipoca e um bom filme.

Hoje é um dia obrigatório para colocar em seu DVD player um título nacional.

Afinal, 5 de novembro é o dia do Cinema Brasileiro.

 

E é engraçado perceber como a indústria automotiva e a cinematográfica  evoluíram praticamente ao mesmo tempo. No início dos anos 90, brasileiro só queria saber de produto importado, tanto no cinema quanto na garagem.

Na época, um ex-presidente da República até falou que carro nacional “era igual carroça”. Sala de cinema também  só lotava em filme de Hollywood ou infantis com a Xuxa ou os Trapalhões…

Mas os tempos mudaram. Enquanto as montadoras tentavam aperfeiçoar seus carros, o cinema nacional tentava resgatar os brasileiros. Começaram a pipocar grandes filmes: “O Quatrilho”, “Central do Brasil”, “O que é isso, companheiro?”.

Hoje temos orgulho de ver um título brasileiro em cartaz ou um carro nacional na rua e dizer: é coisa nossa! No ano passado, por exemplo, quebramos o recorde de bilheteria levando mais de 11 milhões de pessoas para assistir a Tropa de Elite 2.

Hoje você pode tirar o dia para relembrar de clássicos intelectuais, como “O Pagador de Promessas” ou “Deus e o Diabo na Terra do Sol”. Pode relaxar com uma comédia como “O Divã” ou “O Auto da Compadecida”.

Se quiser assistir às belezas naturais espalhadas pelo país, não tem melhor companhia do que Deus, ou melhor, Antônio Fagundes, no divertido “Deus é Brasileiro”.

Se quiser adrenalina, “Tropa de Elite”, “Cidade de Deus” e “O invasor” estão aí para te deixar grudado no sofá. Algo mais sociológico? Experimente “Bye, bye, Brasil” ou “Viajo por que preciso, Volto por que te amo”.

Para a criançada tem “Tainá, uma aventura na Amazônia” e “O Menino Maluquinho”. Até uma sessão de terror pode rolar com um filminho do Zé do Caixão (pra-ti-ca-men-te você vai dar risada em vez de se assustar). Esse é o bom do cinema brasileiro: tem filme para todos os gostos, momentos e estilos.

 

Velocidade e carros no cinema tupiniquim

Mas e as carangas? Engana-se quem pensa que não existem filmes sobre carros no cinema nacional. Três deles são bem legais e o mais interessante: com um dos cantores mais famosos do Brasil. O Rei Roberto Carlos foi estrela de três filmes em seu currículo, todos ligados à velocidade.

A trilogia que ele protagonizou tem ritmo acelerado, várias cenas de corrida e o rei da Jovem Guarda ao lado do velho amigo Erasmo Carlos. Em “Roberto Carlos a 300 quilômetros por hora”, o cantor interpreta um mecânico de corrida que, escondido dos chefes, treina dia e noite para se tornar piloto.

Olha só a abertura do filme com o cantor acelerando com tudo ao som de “Todos Estão Surdos”:

 

Se quiser um documentário, experimente “Fabuloso, Fittipaldi”, filme que aborda a vida de Emerson Fittipaldi, seus treinos, títulos e o cotidiano na época em que o piloto era um dos melhores do mundo.

Claro, tem também o documentário “Senna, o Filme”, um exemplo de paixão por carros, dedicação e velocidade para arrepiar qualquer brasileiro.

Bom, depois de tanta sugestão, é bom correr para uma locadora e garantir sua diversão para este dia de cinema brasileiro.

Boa viagem para quem vai embarcar no sofá!

(Foto: Bartosch Salmanski)