Trator-de-brinquedo Editorial

Quem tem medo de trator?

Nesta semana, com dia especial dedicado às crianças, me ocorreu lembrar de minha infância no interior de São Paulo, quando tinha lá meus brinquedos, um triciclo e caminhõezinhos de madeira.

Um dia a coisa desandou com a chegada de um assustador trator de brinquedo. O que era para ser um presentão se tornou fonte de pavor, ele tinha motor elétrico para roncar e imitar o motor. Morria de medo daquilo, cada vez que meu pai ligava eu me escondia embaixo da cama. Só aceitei brincar com o tratorzinho depois que tiraram o motor dele. Eu não sabia, mas era meu primeiro veículo off-road.

Cresci e alguns anos depois tive meu primeiro contato com um 4×4. A primeira viagem em um Jeep a gente nunca esquece e ela aconteceu pelos idos de 1974.

Daquela viagem curta nos arredores de Piracicaba, com o motorista, eu no meio do banco e meu pai à direita guardei duas lembranças claras. A primeira é da parada para abastecer, quando o dono disse que aquele bicho era um grande beberrão de gasolina. A segunda foi notar aquele círculo no meio do painel, parecia um grande e misterioso relógio que só tinha um ponteiro que subia e descia. Aquele carrinho esquisito pulava e achei aquilo, digamos, diferente.


“A diferença entre meninos e homens é o tamanho do brinquedo”


Hoje andando pelas ruas com o Land Rover já perdi a conta das vezes que vi crianças apontarem para o carro mostrando ao pai, mãe, irmão, etc. Certa vez um menino de uns 4 anos apontando e claramente vi a palavra “jipe” em seus lábios.

Existe um adesivo que vez por outra vejo colado nos jipes e 4×4 em geral, ele tem os dizeres “A diferença entre meninos e homens é o tamanho do brinquedo”. Ele sintetiza a paixão que o 4×4 representa, mostra que os adultos são acostumados desde pequenos a estarem perto de um jipe através de brinquedos, desenhos, fotos e filmes. É inevitável, portanto, que uma parcela desta criançada de hoje venha a gostar do off-road no futuro.

Precisamos manter o incentivo e cuidar para que nossas trilhas continuem abertas para eles!