Carros-de-brinquedo Editorial

Pai, já chegamos?

Hoje em dia, em uma longa viagem de carro, os pais tem a opção de entreter seus filhos com dvd’s de desenhos animados e jogos eletrônicos.

Há mais de 20 anos, meus pais não tinham essa opção e quando fazíamos longas viagens de carro, eles usavam da criatividade para fazer o tempo passar para mim e meu irmão.

Vejam só eu quando criança, com 1 ano e meio (fev/88).

Antes de tudo, a gente sempre viajava de madrugada. Assim, por quase metade do caminho nós estávamos dormindo e pra gente a viagem ficava mais curta.

Eu acordava no carro sem me lembrar de como eu tinha ido parar lá dentro. Eles preparavam o carro de um jeito bem aconchegante, com travesseiros, cobertas e panos na janela para evitar que o sol atrapalhasse o nosso sono.

Quando acordávamos, além dos lanchinhos e das paradas estratégicas, meus pais inventam brincadeiras para nos distrair. Até uns 6 anos, brincávamos de contar carros e caminhões  e olhar nuvens.

Quando eu e meu irmão estávamos mais velhos, jogávamos jogos de adivinhação. O principal jogo chama-se “Personalidade”, um jogador pensa em uma pessoa famosa (pode ser ator, cantor, atleta, escritor, político, entre outros) e os outros participantes tentam adivinhar fazendo perguntas que as respostas fossem sim ou não.

Era muito divertido. Além de fazer com que o tempo passasse rapidamente, fazia da nossa viagem um aprendizado.