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Paixão por carro: sintomas e diagnósticos

Para começar com o pé direito, no acelerador, é claro, a idéia é partir do princípio.

Reconhecer alguém que gosta de algo com motor, quatro rodas, uma série de fluidos e borracha realmente é uma tarefa simples.

Geralmente essa “doença” começa nos primeiros anos através da escolha dos carrinhos de ferro e controle remoto, postos de gasolina com diferentes funções e – atualmente – através do mundo fantástico da internet (como o vídeo acima).

Mas o quadro vai ficando mais agudo com o passar do tempo. Quadros, videogames, revistas e horas sentado no carro da família dirigindo por estradas imaginárias, acelerando por locais incríveis e ouvindo a música no rádio como se fosse a última. Isso tudo sem sair da garagem.

Para o apaixonado a idade a ser alcançada é a da primeira habilitação. Muita gente chega na aula inicial achando que já sabe o be-a-bá do carro e traz todos os procedimentos na ponta da língua. Posição ideal, marcha engatada, pé na embreagem e…o carro morre. Mas ainda é necessário aprender muita coisa.

Daí por diante todos aqueles sintomas já se manifestaram e o vírus das quatro rodas já tomou conta do organismo, incluindo a mente e o coração. Aliás, é nesse último que faz seus efeitos mais impressionantes. Isso pode ser traduzido em mais revistas e cada vez mais informação sendo assimilada diariamente.

Os sentidos, exceto o paladar, têm uma função especial no quadro dos pacientes. O olhar, por exemplo, identifica modelos com precisão matemática à distância, revelando detalhes como ano, medidas das rodas, geração, marca e versão. Acessórios não-originais também fazem parte dessa primeira sondagem.

Em seguida passamos para a audição. Alguns motores produzem uma melodia única, uma vibração que pode incomodar muita gente, mas que chega aos ouvidos de forma especial. Boxer, seis cilindros, V8 e V10 são algumas das “orquestras” automotivas de maior sucesso.

Chegamos aos dois últimos que se manifestam em contato direto com a máquina. Um deles é o tato, que sente a textura do volante, suas ranhuras e detalhes exclusivos. O segundo é o olfato, que assimila o aroma do couro e cria sensações de forma instantânea.

Se o leitor acompanhou o post até aqui significa que é um portador do vírus automotivo e sentiu todos os sintomas desde os primeiros anos de vida. Parabéns, bem-vindo ao clube. Para fechar a receita devo dizer que essa enfermidade benéfica proporciona doses extraordinárias de bem-estar e não tem cura. Isso, aliás, é ótimo.