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Dia Mundial sem Carro: e eu com isso?

Amanhã é o Dia Mundial Sem Carro. Para muitos, esse dia tem a mesma importância que o Dia Mundial dos Parafusos Cegos ou o Dia Internacional do Triturador de Papel (datas fictícias, claro).

Dia Mundial Sem Carro 2008

Mas por que os motoristas fingem não existir o Dia Mundial Sem Carro ou duvidam de sua eficácia?

Aposto que uma dessas três desculpas você já ouviu: “é só um dia, vai adiantar pra quê?”,  “impossível participar, não tenho como ir para o trabalho sem carro” ou “oba, vou aproveitar que todo mundo vai deixar o automóvel na garagem e dirigir sem trânsito”.

Antes de utilizar uma das desculpas acima, é legal conhecer melhor o Dia Mundial sem Carro e refletir se não vale a pena deixar quem você tanto gosta ao menos um dia na garagem.

Por que participar?

A iniciativa não procura livrar-se para sempre dos carros ou resolver os problemas do meio ambiente em um único dia. Não! A ideia é que possamos refletir como melhorar nossa rotina e o uso do espaço público.

Se você decidir trabalhar sem carro pode perceber que pode trocar de vez em quando a caranga pela bike ou por um ônibus. Sem falar na sensação de ver as ruas mais vazias e perceber como muitos ficam estressados por causa do trânsito.

Atualmente, a velocidade média do trânsito da cidade de São Paulo é de 15km/h, o mesmo de uma galinha ou de um corredor profissional da São Silvestre. Meio chato ter um carro para ficar parado, né?

Pelo mundo

Há 13 anos a França começou a campanha para incentivar a população a não utilizar o automóvel por um dia. Hoje, cidades do mundo inteiro, em todos os continentes apóiam a iniciativa e criam suas próprias regras.

Depois de tanto tempo e milhares de experiências, a conclusão é uma só: só funciona se as pessoas decidirem de fato participar. Ou seja, o sucesso está nas mãos do povo.

Mais transporte público

Você gostaria de ir para o trabalho de metrô, mas não existe estação perto de casa? Muitos adorariam poder chegar em 5 minutos por um meio de transporte eficiente.

O Dia Mundial sem Carro também é a data certa para discutir sobre a falta de ciclovias e de transporte público de qualidade na cidade. É um ato simbólico de protesto contra os governantes que não fazem políticas públicas eficientes.

Bogotá, exemplo mundial

Atualmente, a capital colombiana é considerada o melhor exemplo para a data. No começo, em 2000, só deixava o carro na garagem quem quisesse. Mas a adesão foi tão grande que o governo fez um referendo para saber se a população topava transformar o Dia sem Carro em lei.

Os habitantes aprovaram e, desde então, nesse dia do ano, ninguém pode sair de automóvel nas ruas de Bogotá (apenas transportes coletivos, ambulâncias e viaturas).

A experiência é ainda mais interessante ao pensar que Bogotá, há alguns anos, era uma cidade que vivia no caos, bem parecida com São Paulo.

Pensar no amanhã

Trânsito, estresse e poluição ao meio ambiente. É preciso pensar agora no amanhã para não pagar um preço alto no futuro.

Cuidar do carro para diminuir a emissão de gases, fazer trocas de peças apenas quando precisar e procurar soluções para evitar o estresse nas grandes cidades. É nisso que acreditamos.

Um passeio diferente
Histórias curiosas, encontros inesperados e fatos engraçados. Sair sem carro também pode ser uma aventura e Paula Miranda, que cuida da editoria #DElas e vai pra cima e pra baixo sempre de carro, topou o desafio de passar a quarta-feira sem o automóvel para sentir na pele a diferença.
Amanhã ela vai contar como foi esse desafio (já prepare as risadas).

  • http://www.facebook.com/people/Paula-Miranda/765197519 Paula Miranda

    Caramba, super interessante essa informação sobre Bogotá.
    Sou muito a favor de uma lei dessas em Sampa, incentivaria o paulistano a sair da rotina, a procurar novas rotas.

    Essa lei tem meu voto!

    Beijos, galera!