primeirocarro Editorial

Meu Primeiro Carro

Como o Fabio Calvetti contou no post de apresentação, eu sou a Baunilha e estarei por aqui no #DEscolhas compartilhando dicas sobre viagens, lugares e acontecimentos, assim como minhas aventuras pela vida.

O primeiro post é o mais complicado de escrever. São tantas opções e histórias para contar que é impossível decidir por onde começar. Mas já que o assunto que nos une aqui no blog e nos transforma em uma tribo é nossa paixão por autos, vou iniciar meu trajeto contando a história por trás do “Meu Primeiro Carro”.

Quando estamos para fazer 18 anos, nada parece mais importante do que tirar a carta de motorista e começar a dirigir. Dirigir significa independência. O que significa um monte de outras coisas que vamos descobrindo aos pouquinhos com o tempo. Mas, naquele momento, completar 18 anos significava apenas poder dirigir, ir e vir, para onde quiser.

Então a minha, e de todas as minhas amigas, ansiedade pela data era mais do que justificada. Não estávamos nem pensando nas responsabilidades a cerca de “virar adulto”, mas somente em “ter nosso primeiro carro”. E nem hora de pensar, era hora de se divertir e curtir a juventude. Eram 3 passos simples: fazer 18 anos, tirar a carta de motorista, dirigir!

Sobre tirar a carta… fica para um próximo post… Vou contar sobre meu primeiro carro. Aliás, além da minha família, ninguém mais sabe dessa história.

Não foi quando fiz 18 anos, foi depois. Afinal, 18 todo mundo faz. Na minha família, meus pais sempre reconheceram minhas conquistas com prêmios. Eram elas pequenas ou grandes, prêmios sempre faziam parte da rotina após conquistar algo, tornando a “vitória” ainda mais saborosa. Os desafios que me davam medo, as etapas mais complicadas, eram recompensadas com a possibilidade de se ganhar algo maior, além de uma nota bacana na prova.

Era um doce, uma boneca que eu tanto queria, um VHS de um filme da Disney, para mim, eram os melhores prêmios do mundo, ali, esperando para serem alcançados. E eu só precisava visitar o dentista, aprender a nadar, tirar “9″ na prova, ir na aula de órgão. Mas não era sempre que eu ganhava esses agrados não. Eles vinham de vez em quando, de surpresa. Foi assim que eu procurei dar o melhor de mim mesma sempre, só para garantir.

E foi assim que chegou meu primeiro carro… De surpresa! Uma das melhores surpresas da minha vida. Foi logo após a prova do vestibular para a qual eu havia estudado feito camelo, dia e noite, durante todo o período do cursinho. Meus pais haviam me buscado após o vestibular (claro, eu ainda não dirigia!) e quando cheguei em casa, na garagem, um Peugeot 206 azul embalado em uma gigantesca fita com um laço vermelho me esperavam.

Eu não conseguia acreditar. E nem lembrava mais da ansiedade e alívio do vestibular. Só conseguia sorrir e olhar para o carro. Sem palavras, era o meu carro. Meu primeiro carro. Todo jovem espera tanto por esse momento e o meu veio assim, sem eu menos esperar, a surpresa mais gostosa.

Hoje, eu sonho em poder fazer essa mesma surpresa com alguém querido. Seja com meus pais, com um futuro marido, com uma filha ou um filho. Se for para dar um carro para alguém, que seja bem de surpresa, pois a sensação é maravilhosa e o momento é inesquecível.